sábado, 29 de novembro de 2014

Apresentando: o Pepe


Eu estava zanzando pelo Facebook (não achei descrição melhor) e dei de cara com um pedido de ajuda da Apata, ONG que ajuda os animais aqui em Taquara. Havia um cachorro se recuperando de cinomose e que precisava de um lar temporário. Por conta da doença, o bichinho havia perdido a visão. Eu olhei para a foto e foi como se eu visse a Barbie. Comecei a chorar de tanta pena. Como chorar não adianta nada, entrei em contato com a Apata para perguntar se ele estava curado, se tinha algum risco de contaminação e quais os cuidados de que ele precisava. Ao mesmo tempo, entrei em campanha com a minha família. Tipo assim: "estou pensando em adotar um cachorro cego coitadinho ele apanhou um monte na rua foi pego doente já está castrado está na clínica veterinária e ninguém quer ele porque ele está doente". Tudo sem ponto nem vírgula, como diz o meu pai, para comover antes que a pessoa possa objetar. 

Com tudo acertado, marquei o dia da adoção para dali a 2 dias. Acho que o peguei na quinta ou sexta, em meados de agosto. Sim, ele estava curado da cinomose e só precisava tomar antibiótico e vitamina B. 

Levei o Mais Velho junto para buscar o cachorro, que na época atendia por René. Aliás, ele não atendia ninguém. Era um bicho assustado, tremia todo e estava magro, só ossos. O Mais Velho já foi se atirando e abraçando o bichinho. E já queria levar uns outros que estavam na casa da voluntária! 

Começamos pelo básico: trocar o nome. O René foi rebatizado de Pepe. E em casa teve uma recepção digna de príncipe. Como ele estava assustado, eu disse pros meninos irem com calma. E como ele não enxergava, comecei dando ração diretamente da minha mão. No início ele quase me mordeu, mas depois pegou o jeito e logo encontrou o pratinho. 

Claro, o que não me disseram é que ele estava infestado de vermes. Isso serviu como aula de biologia para o Mais Velho!

No dia seguinte brincamos no quintal e ficamos chamando o Pepe para brincar junto. Eu batia palmas para que ele nos encontrasse (mania que tenho até hoje) e os meninos me imitavam. Os vizinhos devem achar que somos loucos. 


Uma semana depois, o Pepe já estava enxergando. Não é milagre, me disseram que ele poderia recuperar ao menos parte da visão. Com 2 semanas de casa, ele começou a latir e a pular. Era outro cachorro! 

Levei na veterinária no dia 12 de setembro e ela me disse que ainda era arriscado fazer a vacina. Mas foi bom, pois ela detectou que ele estava com otite e dermatite. Mais antibióticos e anti-inflamatórios! 

Agora no dia 20 de novembro fizemos a vacinação. Ele está pesando 10 kg, reconhece todo mundo e ainda precisa tomar alguns medicamentos por 10 dias, pois a dermatite persiste. Tirando isso, ele está ótimo. 

Então, esse é o Pepe, o novo membro da família. 

5 comentários:

  1. Já no inicio do relato eu tinha certeza que o seu "lar temporário" não seria nada provisório!

    Família feliz que não para de crescer!

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  2. Oi Patty, PARABÉNS, adotar é tudo de bom mesmo, e o Pepe tem uma carinha linda!!!


    Beijos em todos e um lindo domingo para todos vcs.


    Audeni

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  3. Que coisa maravilhosa poder ajudar um bichinho assim. Lindo gesto que é recompensado por cada latido dele! bjs,chica

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  4. Parabéns querida, me emocionei, Pepe será teu companheiro e amigo, a recompensa é maior do que a gente imagina. bjinho flor, tudo de melhor.

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  5. Que delicia, mais um integrante na familia....uhu Viu carinho e cuidado fazem milagres. Sim, se ele ficasse na rua certamente estaria cego até agora.

    Abraços

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