quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dia 05 - de Lecco a Lucerna

Essas duas fotos tirei de um canteiro público na frente do hotel, em Lecco. Eu já estou começando a desesperar com tantas rosas!



Para compensar o deslocamento a Lecco, a operadora programou um passeio de barco pelo lago Como. Não foi um passeio grande como o que eu fiz em 2011, mas foi bom. Não tirei fotos, claro, pois da outra vez tirei um milhão de fotos, lembram? 
Bem, relembrem aqui.

Bem, tirei umas duas fotinhos, não resisti.

o domo da catedral de Como
 Voltando à Suíça, visitamos e almoçamos em Marcote. É uma cidade muito linda, mas para conhecer é preciso subir milhares de escadas, pois as casas são todas construídas na montanha. Afe! Eu fiquei nas margens do lago Lugano mesmo, pegando um solzinho, para variar. Gente, estou mais vermelha do que camarão, mas adivinhem onde está o protetor solar? Na mala!

Com esse sol maravilhoso, as fotos ficaram lindas. E fiz umas comprinhas bem legais também. O almoço foi pizza com cerveja, mas dessa vez banquei a esperta e pedi uma pizza para duas pessoas. 








Depois do almoço visitamos duas cidades onde viveu o Guilherme Tell: Burglen e Altdorf.

Fonte.

capela erigida para Guilherme Tell

A lenda
Guilherme de Bürglen era conhecido como um especialista no manejo da besta. Na época, os imperadores Habsburgos lutavam pelos domínios de Uri e, para testar a lealdade do povo aos imperadores, Hermann Gessler, um governador austríaco tirano, pendurou num poste um chapéu com as cores da Áustria, numa praça de Altdorf. Todos que por lá passassem teriam de fazer uma vénia como prova do seu respeito. O chapéu era guardado por soldados que se certificariam que as ordens do governador fossem cumpridas.
Um dia, Guilherme e seu filho passaram pela praça e não saudaram o chapéu. Prenderam-no imeditamente e levaram-no à presença do governador que, reconhecendo-o, o fez, como castigo, disparar a besta a uma maçã na cabeça do filho. Tell tentou demover Gessler, sem sucesso; o governador ameaçaria ainda matar ambos, caso não o fizesse.

interior da capela
 Tell foi assim trazido para a praça de Altdorf, escoltado por Gessler e os seus soldados. Era o dia 18 de Novembro de 1307 e a população amontoava-se na expectativa de assistir ao castigo (e, sobretudo, ao seu culminar). O filho de Guilherme foi atado a uma árvore, e a maçã foi colocada na sua cabeça. Contaram-se 50 passos. Tell carregou a besta, fez pontaria calmamente e disparou. A seta atravessou a maçã sem tocar no rapaz, o que levaria a população a aplaudir os dotes do corajoso arqueiro.
Não obstante, Guilherme trazia uma segunda seta. Gessler, ao vê-la, perguntou por que ele a trazia. Tell hesitou. Gessler, apressando a resposta, assegurou-lhe que se dissesse a verdade, a sua vida seria poupada. Guilherme respondeu: "Seria para atravessar o seu coração, caso a primeira seta matasse o meu filho".
Indignado, Gessler mandou o rebelde para a prisão alegando que dignaria a sua promessa deixando-o viver — mas preso, no castelo de Küsnacht. Guilherme foi levado acorrentado de imediato para um barco em Flüelen, onde esperou que Gessler e seus soldados embarcassem. Não muito distante do porto, deu-se uma tempestade. O Föhn, um vento do Sul, causava ondas tão altas que dificultou a viagem, praticamente arremessando o barco contra as rochas. Os que lá viajavam, assustados, gritaram: "Só Guilherme Tell nos pode salvar!". Gessler libertou Tell, que conduziu barco em segurança ao sopé da Montanha Axenberg, perto de uma rocha chamada Tellsplatte.


Quando amarrou, Tell tirou uma lança a um soldado, saltou do barco e, empurrando-o com os pés, fugiu pelo cantão de Schwyz. Gessler conseguiu sobreviver à tempestade e chegou ao castelo de Küsnacht nessa mesma noite. Tell ter-se-ia escondido nuns arbustos num beco que levaria à residência do governador. Assim que Gessler e os seus apareceram, Tell matou-o com uma seta da sua besta, libertando o país da tirania do governador. Segundo a lenda, este evento marcou o início a revolta que ocorreu a 1 de Janeiro de 1308.
O impressionante em Burglen é o cemitério. Vejam essa foto:



Estátua do Guilherme Tell em Altdorf:



Por último, a guia nos largou em Lucerna. Senti-me largada mesmo; há tempos eu não via tanta gente junta. Uma multidão imensa, principalmente de indianos. No final da tarde, no ponto onde os ônibus podem encostar para buscar o pessoal, mal podíamos caminhar. E nada contra, mas fiquei enjoada com o cheiro de talco - me deu vontade de dar um curso básico de como usar desodorante: é mais fácil, mais eficaz e não fede tanto.



Em Lucerna, uma atração famosa é a ponte medieval, de madeira, cujos alicerces ainda são originais. A guia disse que as pinturas do interior foram parcialmente queimadas em um incêndio recente, por isso não me dei ao trabalho de ir até a ponte. 

Mas dei uma passada na C&A (eu, que há anos não entro em uma loja C&A no Brasil, não posso ver uma por aqui) e comprei uma calça leggin com estampa camuflada (preta com cinza) e meias. Como o meu tênis estava me pisando, troquei as meias no meio da rua mesmo. Eu trouxe o pior tênis, vou jogá-lo no lixo antes do final da viagem. 



Por falar em meias, encontrei uma loja de departamentos com centenas de meias. Quase fotografei, pois vi modelos de meias que nem sabia que existiam! Acho que comprei uns 15 pares (todos pretos!). E o que vejo mais adiante? Esmaltes da OPI!!! Nunca tinha visto esses esmaltes em lojas, cheguei a ficar paralisada. Depois encontrei esmaltes da China Glaze (uau!!!) e pedi para a Mama me rebocar para fora da loja antes que eu gastasse o limite do cartão por ali mesmo!

Andando mais um pouco, encontrei uma loja de câmeras fotográficas. Lá havia bateria compatível para a minha câmera, mas não o carregador. Em síntese: comprei uma nova câmera. Eu disse para o vendedor que não precisava ser uma Sony e ele entendeu o recado: me mostrou uma Fuji bem mais barata! E muito boa, adorei. Agora estou equipada, já tenho celular e câmera. 

Em uma chocolateria, entramos na disputa de uns sanduíches com uns indianos. Desisti. Não havia fila e a coisa ia ficar feia. Mas uns minutos depois o lugar estava tomado por japoneses, e aí estava tudo organizado, em fila e consegui fazer minha compra. 

Fomos para o hotel, exaustas, mas tivemos que tomar banho e descer para o jantar, que estava incluído. O nosso hotel era um palácio antigamente e é bem chique, mas não tenho nem energia para reparar. Muita dor de cabeça, ainda, devido ao cheiro de talco. Argh. 


salão de jantar no hotel

detalhe em frente ao elevador
O jantar estava bom: uma salada de entrada, frango com batata e pudim de sobremesa. Pedimos um vinho branco para acompanhar e a minha dor de cabeça passou (milagre!).


Antes de dormir, entrei na internet para consultar o status da minha mala. Nada. Mas entrei no site da Swiss Airlines e ali sim, apareceu o status, e mal posso acreditar: minha mala está no aeroporto de Zurique desde o dia 18 (terça)? Será isso mesmo? Enviei uma mensagem para confirmar e pedindo que me entreguem-na no domingo, dia 23, em Zurique. Dedos cruzados (a minha vontade é acordar o hotel inteiro e sair dançando pelo corredor).


10 comentários:

  1. Estou adorando! Lindas fotos!beijos,chica

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  2. que bom que a mala esta em algum lugar!!! rsrsr odeio cheiro de talco! e os indianos nao estavam na fila?? eles nao sabem o que é fila indiana??? rsrsrsrs quanto aos predios, pontes, castelos....apesar de muita agua em volta....eu moraria ai! bom passeio, bjo bjo

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  3. p.s.: vou olhar no mapa....italia suiça...ficam ao lado um do outro?

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  4. voltei....suiça..italia...frança...austria...alemanha....fala serio!!?? é um pedaço do paraiso na terra!

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  5. Oi Patty! Que maravilha que achou sua mala, também dançaria contigo pra comemorar! Estou curtindo demais tuas fotos é como viajar um pouquinho contigo. Muito interessante a história de Guilherme.
    Essa lojinha de esmaltes deve ser um sonho.
    Fiquei boba com a foto do cemitério tão diferente de tudo que eu já vi.
    Fico muito feliz que esteja aproveitando suas férias e deixando a gente participar um pouquinho.
    Bjos, Lú.

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  6. Essa primeira foto são azaléias? Ou não?
    Bjos, Lú.

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  7. Eu estou adorando as rosas e nem gosto tanto assim de flores...rsrs

    Amei as suas fotos. E vamos combinar ter notícias da mala já é o suficiente para comemorar???
    Falando em cartão de crédito, não pense nos gastos, pense nos pontos que você está acumulando...rsrs
    Assim o susto é menor.

    Abraços

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  8. Opa, eles já sabem que a mala existe! Bom sinal! Mas vc pediu para o dia 23? Porque dia 23 já passou, o próximo domingo é dia 30!

    Patty, as fotos estão maravilhosas! Amei essa do banco vermelho em frente ao lago, a composição ficou perfeita! E também a anterior, com a rua estreita, a seguinte, da sacada com flores e a que está debaixo dela... me lembrou demais Sta Margherita Ligure, na Itália.

    Continuo acompanhando sua viagem e torcendo para a mala chegar logo! Está conseguindo se virar bem com as roupas que estão faltando?

    Beijos!

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  9. Nossa quantas rosas... eu achando ser azaléias... lindas!!
    Bjos, Lú.

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  10. Patty, que fotos lindas! Uma melhor que a outra, amei!!! E amei esse cemitério, quero ser enterrada em um desses!

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