sexta-feira, 25 de março de 2011

DIA 07: A LENDA DO GALO + FOTOS DE BARCELONA

Hoje o dia está meio chato, ou estou ficando com preguicinha. E a preguiça sempre nos pega em um lugar já conhecido. Como já estive em Barcelona, resolvi não ir no city tour e assim pude escapar do guia chato. Fomos tomar café da manhã mais tarde e tivemos de cara uma surpresa desagradável (bom, mais de uma, mas essa é a principal): tinham acabado de furtar a bolsa de uma de nossas companheiras de viagem, brasileira. Ela levantou para buscar café e deixou a bolsa na mesa (sem comentários) e quando voltou, não tinha mais bolsa. Imaginem ficar sem dinheiro, passaporte, etc, tudo o que cabe numa bolsa? Eu nem levo bolsa quando desço para o café, é uma coisa a menos para tomar conta!


O que um outro companheiro de viagem nos contou é que ela reclamou na recepção e sabe o que disseram a ela? Algo como "ah sim, tem uma quadrilha agindo dentro do hotel"! Ah, normal, né? Deveria ter uma placa na recepção: "Cuidado - quadrilha hospedada. Não nos responsabilizamos por nada."


Não me surpreende em nada, na verdade. Ontem, quando chegamos, pedi a conexão hi-fi no quarto. A moça me disse que eram 10 euros por 24 horas e eu teria que pagar na hora e em dinheiro. Não é um absurdo? Estou fazendo o check in, cheia de malas e sacolinhas, mas não posso colocar a internet na conta para pagar ao final!


A outra surpresa desagradável já renderia por si só um post aqui. É a mania que alguns hotéis têm de utilizarem mesas coletivas. Aqui, por exemplo, todas as mesas são para 6 pessoas. Não me importo quando é janta ou almoço. Mas eu odeio confraternizar no café da manhã, não tenho paciência nenhuma para isso. 


Praça Catalunha
Depois do café buscamos as bolsas no quarto e fomos passear um pouco. O hotel está localizado pertinho do fim do mundo, então andamos duas quadras e pegamos um ônibus de linha. Decidi pegar qualquer um, às cegas, para ver onde ia dar. Rodamos até o fim da linha, que é num bairro, não me perguntem qual! De lá, pegamos um taxi até a Praça Catalunha, onde havia uma multidão de pessoas! A impressão que eu tenho é de que começou a primavera e o pessoal começou a viajar! Um horror de tanta gente. Entre passear por ali e pegar o ônibus turístico, decidimos pela última opção. Foi a pior: tivemos que esperar 2 ônibus até conseguirmos entrar, pois a lotação estava se esgotando rapidamente. Descemos no Museu das Olimpíadas, que fica junto ao Estádio Olímpico. Visitamos o museu, que está muito maior do que quando vim aqui pela primeira vez,  e bem atualizado. Gostei. E o ingresso é barato: 4,50 euros para adulto, sendo que a minha mãe não pagou nada! É ótimo viajar com ela e aproveitar as reduções ou isenções devido à idade! 


Barcelona 92
Saímos do museu e aí começaram os problemas. O primeiro ônibus que parou só tinha lugar para duas pessoas. Esperamos 20 minutos por outro ônibus, nós e mais umas 20 ou 30 pessoas! E só desceram 4 pessoas, então nós acabamos sobrando. Para acabar com o estresse, já que a minha mãe não tinha vontade de visitar nada mesmo, pegamos um táxi e voltamos para o hotel. 
Estádio Olímpico
Esse é o ônibus turístico de Barcelona (tirei foto do folheto):






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Muita gente está deixando um recadinho dizendo que está adorando viajar junto comigo. Fico muito contente, pois dá um trabalhão chegar ao hotel, verificar as fotos, enviar para o Picasa (até comprei 20 GB de espaço!), montar a postagem... eu adoro, mas às vezes dá vontade de ir dormir direto. O problema é que depois, não vou me lembrar do que eu deveria contar. Assim, essas postagens, na verdade, servem como meu diário de viagem, já que eu tenho a memória um tanto curta:) E para quem está adorando viajar junto comigo, tem mais fotos aqui.


E para quem é curiosa(o) como eu e a Jaíza, procurei as lendas do galo que são contadas no caminho de Santiago de Compostela, no caso, eu só conheço as de Portugal e Espanha. Podem ler abaixo!
Para quem não sabe do que eu estou falando, a postagem da cidade de Santo Domingo da Calzada, catedral onde tem um galo (e uma galinha) está aqui.


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Lenda do Galo de Santo Domingo de la Calzada (Espanha):

Contam que no século XIV, um jovem chamado Hugonell efetuava a sua peregrinação a Santiago de Compostela acompanhado pelos seus pais. Num dos albergues do caminho em que pernoitaram, o jovem mostrou-se indiferente às investidas de uma criada do mesmo, ela por vingança colocou em segredo uma taça de prata na bagagem do rapaz. Na manhã seguinte a mulher chamou os guardas e acusou Hogonell de furto. O rapaz foi julgado e condenado e em seguida enforcado. Porém quando os seus pais foram até o patíbulo para recolher o corpo, ouviram a voz de um anjo anunciando que Santo Domingo havia conservado a sua vida. Os pais do jovem imediatamente procuraram o juiz da cidade e pediram que o rapaz fosse liberado, pois estava vivo e de boa saúde. O juiz estava à mesa e com certa razão, não acreditou na história do casal. A sua incredulidade fê-lo exclamar: - Solto vosso filho quando este galo e esta galinha cantarem novamente – disse o juiz apontando os assados que tinha sobre a mesa.
Nesse mesmo instante o galo e a galinha cobriram-se de penas e puseram a cacarejar e a cantar saindo correndo. O juiz soltou Hugonell. Desde esse dia, na igreja de Santo Domingo de la Calzada, um galo e uma galinha de penas brancas são mantidos vivos junto ao altar, num alambrado no estilo gótico tardio, coberto com uma tela renascentista que recebe o nome de “Gallinero”. Os mesmos são substituídos a cada 20 dias e somente ocupam o galinheiro no período de 25 de abril a 13 de outubro. Ao entrar na igreja, se você ouvir o galo cantar, é um sinal que a sua peregrinação será bem sucedida. Daí o ditado popular: “Santo Domingo de la Calzada, donde cantó la gallina depués de asada”.
Retirei daqui.

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Lenda do Galo de Barcelos (Portugal):



Segundo a lenda, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
 - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado embora em paz. 
Retirei daqui.

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Agora vou arrumar as malas, fazer as unhas, tomar um belo banho e descansar um pouco, pois amanhã saímos cedinho do hotel!
Até amanhã, se eu conseguir internet!

p.s. não recomendo o hotel Holliday in Express, em Barcelona. Não tem nem frigobar. Péssima localização. Sem falar no restante...

2 comentários:

  1. Oi Patty!Podes crer que tambem estou viajando junto contigo.Os lugares são todos muito lindos. As Fotos parecem tiradas por um proficional.Estamos curtindo cada cantinho. Beijos,Sandraveia

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  2. Patty! Estou adorando suas postagens! Minha mãe tinha uma tapeçaria super trabalhada quando eu era criança, e em baixo dizia "Lenda do Galo de Barcelos". Um tempo atrás lembrei disso e pensei em pesquisar, mas aí já me envolvi em outras atividades e esqueci. Obrigada pela explicação!
    Ah, também caí na roubada dos hotéis ruins e quase na periferia das cidades. Viva a EuropaMundo!

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