Bem, mas prefiro escrever enquanto a memória está fresca.
Hoje vi tantas coisas lindas que ao chegar ao hotel já não me lembrava da metade das coisas. Viena é uma cidade enlouquecedora. Eu só ouvia o pessoal de trás gemendo enquanto fazíamos o city tour. Dá vontade de embrulhar e levar pra casa. Ou ficar por aqui mesmo.
Nessas horas a gente pensa: por que eu não nasci em um país assim? Em que os carros param na faixa de segurança, as avenidas são largas, há meios de transportes suficientes, silenciosos e limpos (bondes, trans, etc - não vi nenhum ônibus fedorento ou barulhento), a cidade é limpa, a educação é pública e o salário mínimo é alto. Será que a cegonha não poderia ter errado o lugar e me deixado cair por aqui?
Ao contrário de ontem, hoje tirei muitas fotos. Fizemos um city tour de ônibus de mais de 2 horas de duração. Vou mostrar as que acho que são as principais. Vamos lá.
Ópera
| Acho que é o Senado, mas não tenho certeza. |
| Essa é a prefeitura - é mole? |
| Igreja de São Francisco de Assis |
A Wiener Riesenrad é um exemplo de sobrevivência de rodas-gigantes do século XIX e está em operação até hoje. Erguida em 1897 no parque Prater, na zona Leopoldstadt de Viena, na Áustria, tem uma altura de 64,75 metros. Após a demolição dos 100 metros da Grande Roue de Paris em 1920, a Riesenrad tornou-se a mais alta roda-gigante existente do mundo da roda. Em 1944 ela sofreu um incêndio, mas foi reconstruída no ano seguinte, e permaneceu como a mais alta roda-gigante existente, até a construção dos 85 metros da Technocosmos para a Expo 85, em Tsukuba, Ibaraki, Japão.
Palácio Belvedere
3 fotos abaixo, no palácio de Schönbrunn.
A partir do meio-dia, tivemos o dia livre. Almoçamos, fizemos umas comprinhas e fomos de taxi para o hotel. Atenção: já estou fazendo as compras de natal, então comportem-se!
Às 19h, o ônibus nos levou para o bairro de Grinzing, para jantar e degustar vinhos. Na minha cabeça, o passeio seria bem mais interessante. Pensei que seria um bairro boêmio, mas é um bairro residencial com alguns restaurantes perdidos, um aqui, outro lá, você tem que procurar muito até encontrar algum.
Acabamos escolhendo um que estava bem à vista - literalmente - no meio da avenida. Um restaurante italiano. Pedi uma tábua de queijos de antepasto, um espaguete com molho bolonhesa para a Mama e um frango com arroz e mais algumas coisas para mim. Bem, os títulos são em italiano, mas a descrição do prato é em alemão e eu pensei "essa outra coisa não deve ser ruim". Nem me passou pela cabeça que poderia ser espinafre.
Sorte que veio muito frango e a Mama não deu conta do espaguete. Pois convenhamos, esse espinafre parecia o vômito do chef. Blargh!
Provamos o vinho verde do qual a guia não parava de falar. Nada demais. Qualquer vinho da serra gaúcha é melhor, até aqueles feitos em casa.
Ah, e um detalhe. Segundo a guia, os austríacos tomam o vinho novo, que tem menos de um ano, misturado com água. Blargh de novo!
Amanhã saímos cedinho em direção à Polônia. Bis morgen!!!
p.s. álbum de hoje está aqui.
